03/04/2026

Paramos - Na Antiga estalagem /restaurante, nos anos 80, deflagrou um incêndio

 

Na Antiga estalagem /restaurante, nos anos 80, deflagrou um incêndio


A antiga estalagem de Paramos, em Espinho, foi posta à venda em hasta pública. 


O edifício, onde já funcionou um dos mais prestigiados restaurantes do concelho, está completamente degradado e faz frente para a muito poluída ribeira de Rio Maior.

Situada frente ao Aeroclube da Costa Verde, que aliás, foi responsável pela sua construção, há cerca de 35 anos, em terreno cedido pela Junta de Paramos, a estalagem há muito que deixou para trás os seus tempos dourados. 

Graças a uma má gestão, o espaço chegou, segundo contam moradores da zona, a ser usado como local de prostituição. 

Um incêndio, em 1985, ditou o seu fim.

De então para cá, a Junta de Paramos tem procurado revitalizar o local, mas sem êxito. 

Em 2001, lançou um concurso de concessão, esperando que o edifício renascesse das cinzas com um restaurante panorâmico, até porque se encontra num espaço de rara beleza que é a lagoa de Paramos/Barrinha de Esmoriz, mas não apareceram propostas.

Recentemente, a Assembleia de Freguesia aprovou vender o edifício em hasta pública, pela terceira vez.

 A última foi há quatro anos e apesar do valor base ser de 25 mil euros, o mesmo de agora, novamente não apareceram interessados.

O presidente da Junta de Paramos, Américo Castro, admite que será difícil vender o espaço.

 "O edifício está muito degradado e obrigará a um grande investimento, valores que nem todos estarão interessados a despender, sobretudo quando a ribeira de Rio Maior, que passa ali em frente e que desagua na lagoa, continua a trazer os esgotos de Santa Maria da Feira", lamentou o autarca.

Em Paramos, porém, a ideia de que o edifício possa ser vendido e ali vir a nascer algo que dê mais dignidade ao local, entusiasma muitos. 

"Se alguém transformasse aquilo em algo bonito, talvez atraísse mais investimentos para a zona e com isso criasse empregos que é o que esta gente mais precisa", comentou Glória Ramalho Soares, moradora do bairro da praia de Paramos.

Domingos Monteiro, antigo autarca e também morador em Paramos, é outro que vê com bons olhos a venda.


Fonte : Jornal de Notícias








História natural selvagem - A ave garça-real-comum em São Felix da Marinha

 

A ave  garça-real-comum (Ardea cinerea)


A garça-real (Ardea cinerea) é uma das aves aquáticas mais emblemáticas de Portugal, facilmente reconhecida pelo seu grande porte e plumagem cinzenta


Alimenta-se principalmente de peixes, anfíbios e pequenos mamíferos em zonas húmidas.

Conhecida pela sua postura paciente enquanto caça à beira de rios, lagos ou praias.





História natural selvagem - Observação de Aves na Lagoa Paramos / Barrinha de Esmoriz

 


Observação de Aves na Lagoa Paramos /  Barrinha de Esmoriz


A Barrinha de Esmoriz / Lagoa de Paramos é a zona húmida mais significativa no litoral Norte de Portugal


Este é um local importante para o garçote, a garça-vermelha, a águia-sapeira, o pernilongo e o pisco-de-peito-azul. 

Este local é muito importante, sobretudo no outono, para passeriformes migradores transarianos como a felosa-musical e a felosa-ibérica, e aqui nidificam o boleiro-de-coleira-interrompida, o rouxinol-grande-dos-caniços e o rouxinol-dos-caniços. 

Também já aqui foi observada a felosa-aquática, que foi em tempos o passeriforme mais ameaçado da Europa.









 

Ponte Lagoa Paramos / Barrinha de Esmoriz

 


 Ponte Lagoa Paramos /  Barrinha de Esmoriz





Praia de Paramos

 

Praia de Paramos


A tranquila praia de Paramos, na freguesia de Paramos, em Espinho, é segura e de acesso fácil.


Contém um imenso areal que é dividido por um pontão artificial que circunda uma capela.

Apesar da visível marca da intervenção humana, a praia conserva uma beleza ímpar.

Destacar ainda, que apresenta as condições ideais para a prática de surf e bodyboard, o que a torna muito requisitada pelos praticantes destas modalidades.








22/03/2026

Fonte do Pereiro em Anta , Espinho

 

Fonte do Pereiro 


A Fonte do Pereiro, localizada na freguesia de Anta, concelho de Espinho, é um ponto de interesse local, por vezes associado a preocupações ambientais na zona, nomeadamente relacionadas com a proximidade da Ribeira de Silvalde


É uma referência geográfica e histórica no contexto da freguesia de Anta, em Espinho. 

Situada em Anta, Espinho, na área envolvente da Ribeira de Silvalde.

 O local foi referido em publicações locais como um ponto de preocupação ambiental, com relatos de poluição na área circundante.

Faz parte do património local e da toponímia de Anta.













Moinho Hidráulico de Rodízio do Gavião, localizado no Gavião em Anta

 


Moinho Hidráulico de Rodízio do Gavião



O Moinho Hidráulico de Rodízio do Gavião, situado no lugar do Gavião, na freguesia de Anta concelho de Espinho, é um exemplar notável do património etnográfico local


 À data de 2021, era o único moinho hidráulico de rodízio na região ainda a moer, utilizado para consumo familiar.

Localiza-se no Gavião e aproveita a força da água da Ribeira de Silvalde para o seu funcionamento.

O moinho é propriedade privada, pertencendo a Joaquim de Oliveira e Isaura Moreira da Silva.

 Integra-se na Rede Portuguesa de Moinhos e é frequentemente destaque no Dia Nacional dos Moinhos (comemorado a 7 de abril), sendo um vestígio vivo da história agrícola da zona de Anta.

 O sistema de rodízio é um tipo de moinho de água tradicional, onde o rodízio (roda horizontal) é movido pela água, acionando a mó superior. 










História natural selvagem - Corvo-marinho

 

Corvo-marinho fazendo sua rotina após-mergulho


Depois de um mergulho, a rotina do corvo-marinho é marcada por um comportamento icónico e essencial para a sua sobrevivência: estender as asas ao sol para secar. 


Diferente de muitas outras aves aquáticas, as penas do corvo-marinho não são totalmente impermeáveis. Embora isto lhes permita mergulhar com menos flutuabilidade e maior agilidade para caçar peixes, as penas ficam pesadas e encharcadas. 

A ave dirige-se para rochas, estacas ou ramos de árvores perto da margem.

 O corvo-marinho abre as asas lateralmente e permanece imóvel durante longos períodos. Esta posição maximiza a exposição ao sol e ao vento para evaporar a água retida nas penas.

 Além de secar as penas, este comportamento ajuda a ave a recuperar o calor corporal perdido na água fria.

 Após a secagem, é comum ver a ave a usar o bico para espalhar óleos da glândula uropigial sobre as penas, mantendo-as alinhadas e saudáveis. 



21/03/2026

Uma vista panorâmica em São Félix da Marinha



Uma vista panorâmica em São Félix da Marinha








 

Capela do Senhor da Pedra / Passadiço de Arcozelo

 

Capela do Senhor da Pedra  / Passadiço de Arcozelo






Capela do Senhor dos Amarrados / Senhor dos Milagres


Feitiços de caca na Capela do Senhor dos Amarrados / Senhor dos Milagres


Antes de ser convertido ao cristianismo, este era um lugar de antigos rituais, feitiços e bruxaria.

 

Lembro-me de, em miúda, lá ver restos de uma macumbazinha qualquer: uma galinha morta, um frasco de mel, uma rosa já murcha e uma garrafa de vinho.

 Não me lembro se havia mais alguma coisa. 

Fiquei chocada. 

Não com a ideia de bruxaria, mas com a realidade de um sacrifício animal.

 Por isso, há uns dias atrás, resolvi falar com a GIFI (Grupo de Investigação de Fenómenos Insólitos) para me dar umas luzes sobre as práticas obscuras (perceberam?) de rituais mágicos ou pagãos naquele local.

Pelos vistos rola de tudo, desde magia branca a magia negra, passando por rituais populares e acabando em magia afro-brasileira. 

Tudo graças às mãos de videntes, bruxos, as chamadas “senhoras de virtude” e, claro, como fiquei a saber, a mística Senhora do Quispo Azul. 

Conhecemos essa figura num fatídico dia em que, literalmente, houve merda da grossa.

Já vão perceber porquê.

Durante uma madrugada fomos tirar fotografias à igreja e, a certa altura, demos com um grupinho de pessoas mesmo atrás de nós, a apelar ao “nosso senhor Jesus Cristo”. 

Eles subiam e desciam as escadas, em rezas incessantes. 

Do que levavam consigo só consegui ver sacos, flores e velas.