07/10/2026

Espinho, a “Rainha da Costa Verde” - Uma viagem pela sua história e identidade

 

 Uma viagem pela memória e identidade da "Rainha da Costa Verde"


Espinho é uma cidade profundamente marcada pelo mar, pela pesca, pelo caminho-de-ferro e pelo espírito empreendedor das suas gentes. 


Conhecida como a “Rainha da Costa Verde”, Espinho construiu uma identidade singular ao longo de mais de um século, transformando uma antiga comunidade piscatória numa cidade moderna e cosmopolita.

Das origens piscatórias à vila balnear


A história de Espinho está intimamente ligada ao Oceano Atlântico. 


Durante séculos, a área foi ocupada sobretudo por comunidades ligadas à pesca e às atividades marítimas.

 As famílias de pescadores viviam numa relação constante com o mar, enfrentando as suas dificuldades e, simultaneamente, encontrando nele o seu sustento.

A chegada do caminho-de-ferro, no século XIX, alterou profundamente o destino de Espinho.

 A ligação ferroviária facilitou a chegada de visitantes vindos do Porto e de outras localidades, contribuindo para o crescimento económico e populacional e para a afirmação de Espinho como destino balnear.

A praia passou então a desempenhar um papel central na vida da localidade.

 O turismo, os banhos de mar e a construção de novas habitações deram à antiga comunidade piscatória uma nova dimensão.

O nascimento de uma cidade


O crescimento de Espinho foi rápido. 


A organização urbana, a atividade comercial e a expansão da população acompanharam o desenvolvimento do turismo e das ligações ferroviárias.

Um dos elementos mais característicos da identidade local é a planta urbana em forma de grelha, com ruas numeradas, uma organização pouco habitual entre as localidades portuguesas. 

Esta estrutura tornou-se uma das imagens de marca da cidade.

Espinho também ganhou notoriedade pelas suas feiras e mercados, pelo comércio e pela vida cultural, tornando-se um importante centro da região.

A memória dos pescadores

Apesar da transformação urbana e turística, a pesca nunca deixou de fazer parte da memória coletiva de Espinho.

As vareiras e os pescadores representam uma das dimensões mais fortes da identidade local. As tradições, os trajes, as histórias familiares e a relação com o mar continuam presentes na cultura da cidade.

A chamada Arte Xávega, tradicional método de pesca praticado na costa, é particularmente importante para compreender esta herança. 

Mais do que uma técnica de pesca, representa um modo de vida e uma memória transmitida entre gerações.

Espinho e a modernidade


Ao longo do século XX, Espinho consolidou-se como destino turístico e cultural. 


O Casino, o cinema, o comércio, os hotéis e os equipamentos desportivos ajudaram a construir a imagem de uma cidade dinâmica e virada para o futuro.

A cidade tornou-se também conhecida internacionalmente pelo Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho (Cinanima), que reforçou a sua dimensão cultural.

O desporto ocupa igualmente um lugar importante na identidade espinhense, com destaque para o voleibol, o futebol, o surf e outras modalidades ligadas à proximidade do mar.

Uma identidade feita de contrastes


A história de Espinho é, em grande medida, uma história de contrastes:


  • mar e cidade;

  • tradição e modernidade;

  • pesca e turismo;

  • memória e transformação;

  • comunidade local e visitantes.

É precisamente dessa combinação que nasce a identidade da “Rainha da Costa Verde”.

Espinho não é apenas uma cidade junto ao mar. 

É o resultado de várias gerações que aprenderam a viver com o Atlântico, aproveitaram as oportunidades trazidas pelo caminho-de-ferro e transformaram uma pequena comunidade costeira numa cidade com uma personalidade própria.

Uma viagem pela memória


Percorrer Espinho é, por isso, percorrer diferentes camadas da sua história. 


É olhar para o mar e imaginar as antigas companhas de pesca; caminhar pelas ruas numeradas e recordar o crescimento urbano; visitar os espaços ligados ao turismo e à cultura; e reconhecer, nas tradições ainda vivas, a presença das gerações que construíram a cidade.

A verdadeira história de Espinho encontra-se nas suas pessoas, nas suas ruas e na sua relação permanente com o mar. 

É essa memória coletiva que continua a dar sentido ao título de “Rainha da Costa Verde”.


05/10/2026

Obras - Inovação na construção civil

 

Inovação na construção civil


O robô conhecido como "Spot" (desenvolvido pela Boston Dynamics e utilizado pela Casais) já marca presença em estaleiros e fábricas. 

Ele é preparado para ser autónomo, utilizando o contexto geométrico para saber o seu percurso e adaptar-se às circunstâncias

Equipado com uma câmara que faz captação em "nuvem de pontos", o robô consegue verificar o que está a acontecer à sua volta, comparando o trabalho físico executado com o projeto digital para assegurar a sintonia entre ambos.

A tecnologia ganha força ao transformar os estaleiros em microfábricas, permitindo cobrir processos manuais e repetitivos e produzir painéis para interiores de edifícios (como cozinhas e casas de banho) com maior controlo.

A robotização e a automatização não têm como objetivo roubar postos de trabalho, mas sim acelerar os processos, melhorar as condições laborais, aumentar a segurança e combater a escassez de mão de obra.

Este modelo garante uma maior qualidade no produto final devido a um ambiente de fabrico controlado e permite produzir em obra e em fábrica em simultâneo, encurtando significativamente as cadeias de valor.

Obras de infraestrutura costeira avançam na linha do horizonte

 

Obras costeiras avançam e transformam a linha do horizonte


Trabalhos de consolidação marítima e reparação prosseguem na faixa costeira, alterando a paisagem junto ao mar


A partir do calçadão e da zona balnear, é possível observar ao longe a presença de gruas e gruas de grande porte a operar sobre estruturas de proteção marinha e quebra-mares.

A intervenção insere-se nos esforços contínuos de desenvolvimento urbano e defesa da orla costeira, destacando-se o contraste entre a tranquilidade da praia, as edificações locais e a atividade de engenharia pesada no horizonte.



04/10/2026

História natural selvagem - Patos no ribeiro em Paramos

 

Vida selvagem à beira do ribeiro

Vida selvagem resiste na paisagem urbana: patos mantêm-se em pequeno curso de água local 

  Um pequeno curso de água rodeado por vegetação ribeirinha e áreas urbanizadas continua a servir de refúgio para a fauna local. 

Vários patos-reais foram observados a nadar e a descansar nas margens de areia do leito do rio, evidenciando como a biodiversidade consegue adaptar-se e subsistir mesmo em ecossistemas alterados pela ação humana.   

Apesar do fluxo de água reduzido e das margens ladeadas por infraestruturas de betão e vegetação rasteira, estes episódios sublinham a importância de preservar e reabilitar as linhas de água urbanas para garantir o abrigo e a alimentação da vida selvagem.






02/10/2026

Gastronomia - O perfume do mar na cozinha

 

O perfume do mar na cozinha







Elétrico 22 entre o Carmo e a Batalha, no Porto

 

Bilhete a bordo disponível, com preço turístico


A Linha 22 do elétrico histórico do Porto está novamente em funcionamento, ligando o Carmo à Batalha.


 A circulação foi retomada no dia 1 de agosto de 2026, após quase cinco anos de suspensão devido às obras da Linha Rosa do Metro do Porto.



Horários e Frequência

• Funcionamento diário: Entre as 09:15 e as 19:45.

• Primeira viagem: Parte do Carmo às 09:15.

• Frequência: Passa a cada 30 minutos


A Linha 22 faz um trajeto circular com uma duração aproximada de 30 minutos. O percurso passa por alguns dos pontos mais icónicos do centro histórico do Porto:

• Carmo (Ponto de partida)

• Torre dos Clérigos

• Praça da Liberdade / Avenida dos Aliados

• Praça da Batalha (com ligação ao Funicular dos Guindais)

• Adultos: Cerca de 6,00€ por viagem

• Crianças: Cerca de 3,50€ por viagem










01/10/2026

História natural selvagem - Flamingo-comum

 

Flamingo-comum (Phoenicopterus roseus), uma ave de pernas


Podem ser vistos durante todo o ano, embora a população aumente de forma significativa nos meses mais frios de inverno


O flamingo-comum (Phoenicopterus roseus) é uma ave aquática de pernas longas, pescoço comprido e plumagem predominantemente rosada. 

Alimenta-se sobretudo de pequenos organismos aquáticos, algas e crustáceos, que filtra da água com o bico especializado.







30/09/2026

Trânsito de histórias na Rua de Sá da Bandeira no Porto

 

A rua de Sá da Bandeira 


 A Rua de Sá da Bandeira é uma das artérias mais emblemáticas, históricas e centrais da Baixa do Porto, situada na freguesia de Santo Ildefonso.

O trânsito na Rua de Sá da Bandeira, no Porto, esteve cortado num troço entre as ruas Guedes de Azevedo e Gonçalo Cristóvão em fevereiro de 2026 devido à queda de elementos de betão de um edifício, tendo a circulação sido totalmente restabelecida poucos dias depois.

A artéria homenageia Bernardo de Sá Nogueira de Figueiredo (Marquês de Sá da Bandeira), figura proeminente das Guerras Liberais e do Cerco do Porto.