Aranha-de-adega ou aranhiço (Pholcus phalangioides)
Presente em caves, garagens, arrecadações e cantos pouco movimentados das habitações, a aranha-de-adega, também conhecida por aranhiço (Pholcus phalangioides), é uma das espécies de aranhas mais comuns em ambientes domésticos.
Reconhecida pelas patas extremamente longas e pelo corpo pequeno e delicado, esta espécie desperta frequentemente curiosidade e receio entre os habitantes, apesar de ser considerada inofensiva para os seres humanos.
Originária da família Pholcidae, a Pholcus phalangioides pode ser encontrada em várias regiões do mundo, adaptando-se particularmente bem a edifícios e estruturas construídas pelo ser humano.
A sua preferência por locais abrigados e pouco perturbados explica a sua presença frequente em caves e sótãos.
Uma das características mais marcantes desta aranha é a sua teia irregular, formada por fios desordenados que servem para capturar insetos e outras aranhas.
De facto, a espécie desempenha um papel importante no controlo natural de pragas, alimentando-se frequentemente de mosquitos, moscas e até de outras espécies de aranhas.
Quando se sente ameaçada, a aranha-de-adega adota um comportamento peculiar: começa a vibrar rapidamente no centro da teia, tornando mais difícil a sua localização por predadores.
Esta estratégia de defesa contribui para a sua sobrevivência e constitui uma das curiosidades mais observadas pelos especialistas.
Apesar de persistirem mitos sobre a perigosidade desta espécie, os estudos indicam que o aranhiço representa um risco negligenciável para as pessoas.
Pelo contrário, a sua presença pode ser considerada benéfica devido à redução natural de insetos indesejáveis no interior das habitações.
Discreta, pacífica e eficiente, a aranha-de-adega continua a desempenhar um papel importante nos ecossistemas domésticos, demonstrando que nem todas as aranhas que partilham espaço com o ser humano são motivo de preocupação.
Metro já desliza nos carris da Linha Rosa em fase de testes
O metro já começou a circular nos carris da futura Linha Rosa, no âmbito da fase de testes que antecede a entrada em funcionamento da nova ligação.
Testes decorrem entre estações da Casa da Música e S. Bento São os últimos passos para o arranque, no final de março de 2027, da operação comercial da Linha Rosa do metro do Porto, a primeira da rede que funcionará exclusivamente na cidade, entre a Casa da Música e São Bento: ainda sem destino marcado pelas letras que pequenos pontos de luzes amareladas desenham no topo das carruagens, onde por agora se lê apenas “Ensaio”, um veículo Eurotram já desliza sobre os carris desde o início da manhã de anteontem, em testes.
As primeiras circulações de composição permitem testar a infraestrutura, os sistemas de sinalização e segurança, bem como o desempenho da linha em diferentes condições de operação.
Esta etapa é considerada essencial para garantir que todos os equipamentos e procedimentos estão devidamente preparados antes da abertura ao público.
A Linha Rosa representa um novo passo na expansão da rede de metro, reforçando a mobilidade e a ligação entre diferentes zonas da cidade.
Durante esta fase, os testes deverão prosseguir até que estejam reunidas todas as condições técnicas e operacionais para o início do serviço comercial.
A circulação das primeiras composições nos novos carris marca, assim, uma das etapas mais visíveis da concretização do projeto e aproxima a chegada da nova linha aos passageiros.
Uma viagem pela memória e identidade da "Rainha da Costa Verde"
Espinhoé uma cidade profundamente marcada pelo mar, pela pesca, pelo caminho-de-ferro e pelo espírito empreendedor das suas gentes.
Conhecida como a “Rainha da Costa Verde”, Espinho construiu uma identidade singular ao longo de mais de um século, transformando uma antiga comunidade piscatória numa cidade moderna e cosmopolita.
Das origens piscatórias à vila balnear
A história de Espinho está intimamente ligada ao Oceano Atlântico.
Durante séculos, a área foi ocupada sobretudo por comunidades ligadas à pesca e às atividades marítimas.
As famílias de pescadores viviam numa relação constante com o mar, enfrentando as suas dificuldades e, simultaneamente, encontrando nele o seu sustento.
A chegada do caminho-de-ferro, no século XIX, alterou profundamente o destino de Espinho.
A ligação ferroviária facilitou a chegada de visitantes vindos do Porto e de outras localidades, contribuindo para o crescimento económico e populacional e para a afirmação de Espinho como destino balnear.
A praia passou então a desempenhar um papel central na vida da localidade.
O turismo, os banhos de mar e a construção de novas habitações deram à antiga comunidade piscatória uma nova dimensão.
O nascimento de uma cidade
O crescimento de Espinho foi rápido.
A organização urbana, a atividade comercial e a expansão da população acompanharam o desenvolvimento do turismo e das ligações ferroviárias.
Um dos elementos mais característicos da identidade local é a planta urbana em forma de grelha, com ruas numeradas, uma organização pouco habitual entre as localidades portuguesas.
Esta estrutura tornou-se uma das imagens de marca da cidade.
Espinho também ganhou notoriedade pelas suas feiras e mercados, pelo comércio e pela vida cultural, tornando-se um importante centro da região.
A memória dos pescadores
Apesar da transformação urbana e turística, a pesca nunca deixou de fazer parte da memória coletiva de Espinho.
As vareiras e os pescadores representam uma das dimensões mais fortes da identidade local. As tradições, os trajes, as histórias familiares e a relação com o mar continuam presentes na cultura da cidade.
A chamada Arte Xávega, tradicional método de pesca praticado na costa, é particularmente importante para compreender esta herança.
Mais do que uma técnica de pesca, representa um modo de vida e uma memória transmitida entre gerações.
Espinho e a modernidade
Ao longo do século XX, Espinho consolidou-se como destino turístico e cultural.
O Casino, o cinema, o comércio, os hotéis e os equipamentos desportivos ajudaram a construir a imagem de uma cidade dinâmica e virada para o futuro.
A cidade tornou-se também conhecida internacionalmente pelo Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho (Cinanima), que reforçou a sua dimensão cultural.
O desporto ocupa igualmente um lugar importante na identidade espinhense, com destaque para o voleibol, o futebol, o surf e outras modalidades ligadas à proximidade do mar.
Uma identidade feita de contrastes
A história de Espinho é, em grande medida, uma história de contrastes:
mar e cidade;
tradição e modernidade;
pesca e turismo;
memória e transformação;
comunidade local e visitantes.
É precisamente dessa combinação que nasce a identidade da “Rainha da Costa Verde”.
Espinho não é apenas uma cidade junto ao mar.
É o resultado de várias gerações que aprenderam a viver com o Atlântico, aproveitaram as oportunidades trazidas pelo caminho-de-ferro e transformaram uma pequena comunidade costeira numa cidade com uma personalidade própria.
Uma viagem pela memória
Percorrer Espinho é, por isso, percorrer diferentes camadas da sua história.
É olhar para o mar e imaginar as antigas companhas de pesca; caminhar pelas ruas numeradas e recordar o crescimento urbano; visitar os espaços ligados ao turismo e à cultura; e reconhecer, nas tradições ainda vivas, a presença das gerações que construíram a cidade.
A verdadeira história de Espinho encontra-se nas suas pessoas, nas suas ruas e na sua relação permanente com o mar.
É essa memória coletiva que continua a dar sentido ao título de “Rainha da Costa Verde”.
O robô conhecido como "Spot" (desenvolvido pela Boston Dynamics e utilizado pela Casais) já marca presença em estaleiros e fábricas.
Ele é preparado para ser autónomo, utilizando o contexto geométrico para saber o seu percurso e adaptar-se às circunstâncias
Equipado com uma câmara que faz captação em "nuvem de pontos", o robô consegue verificar o que está a acontecer à sua volta, comparando o trabalho físico executado com o projeto digital para assegurar a sintonia entre ambos.
A tecnologia ganha força ao transformar os estaleiros em microfábricas, permitindo cobrir processos manuais e repetitivos e produzir painéis para interiores de edifícios (como cozinhas e casas de banho) com maior controlo.
A robotização e a automatização não têm como objetivo roubar postos de trabalho, mas sim acelerar os processos, melhorar as condições laborais, aumentar a segurança e combater a escassez de mão de obra.
Este modelo garante uma maior qualidade no produto final devido a um ambiente de fabrico controlado e permite produzir em obra e em fábrica em simultâneo, encurtando significativamente as cadeias de valor.
Obras costeiras avançam e transformam a linha do horizonte
Trabalhos de consolidação marítima e reparação prosseguem na faixa costeira, alterando a paisagem junto ao mar
A partir do calçadão e da zona balnear, é possível observar ao longe a presença de gruas e gruas de grande porte a operar sobre estruturas de proteção marinha e quebra-mares.
A intervenção insere-se nos esforços contínuos de desenvolvimento urbano e defesa da orla costeira, destacando-se o contraste entre a tranquilidade da praia, as edificações locais e a atividade de engenharia pesada no horizonte.
Vida selvagem resiste na paisagem urbana: patos mantêm-se em pequeno curso de água local
Um pequeno curso de água rodeado por vegetação ribeirinha e áreas urbanizadas continua a servir de refúgio para a fauna local.
Vários patos-reais foram observados a nadar e a descansar nas margens de areia do leito do rio, evidenciando como a biodiversidade consegue adaptar-se e subsistir mesmo em ecossistemas alterados pela ação humana.
Apesar do fluxo de água reduzido e das margens ladeadas por infraestruturas de betão e vegetação rasteira, estes episódios sublinham a importância de preservar e reabilitar as linhas de água urbanas para garantir o abrigo e a alimentação da vida selvagem.
A Linha 22 do elétrico histórico do Porto está novamente em funcionamento, ligando o Carmo à Batalha.
A circulação foi retomada no dia 1 de agosto de 2026, após quase cinco anos de suspensão devido às obras da Linha Rosa do Metro do Porto.
Horários e Frequência
• Funcionamento diário: Entre as 09:15 e as 19:45.
• Primeira viagem: Parte do Carmo às 09:15.
• Frequência: Passa a cada 30 minutos
A Linha 22 faz um trajeto circular com uma duração aproximada de 30 minutos. O percurso passa por alguns dos pontos mais icónicos do centro histórico do Porto:
• Carmo (Ponto de partida)
• Torre dos Clérigos
• Praça da Liberdade / Avenida dos Aliados
• Praça da Batalha (com ligação ao Funicular dos Guindais)